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Ano 4 - Nº 39 - O 1º semestre do ano chega ao fim. E que balanço podemos fazer?

 

                                                       
   
     
 
 
   
   
     
   
   
   
 

O 1º semestre do ano chega ao fim. E que balanço podemos fazer?

 

Acredito que o principal deles é o desencontro de informações: alguns setores apresentaram performance excepcional, en­quanto outros fizeram com as empresas tivessem a pior per­formance em muitos anos. Mas nos 2 casos podemos dizer que as empresas vencedoras foram aquelas que rapidamente se ajustaram à nova realidade e conseguiram, entre outros, (i) reduzir custos, e (ii) avaliar e coordenar suas equipes.

 

Neste sentido, vi uma interessante pesquisa observando que, em um universo de 250 empresas médias e grandes, quase 65% revisaram seus orçamentos anuais mais de 2 vezes neste primeiro semestre, principalmente com foco no ajuste de ex­pectativas de crescimento e avaliação sobre possíveis cortes de custos.

 

Neste cenário percebemos dentro de nossos clientes que bus­caram melhorar performance para não prejudicar os resulta­dos - alguns, inclusive, com o apoio da Invest Tech  - cortes de até 15% das despesas e 20% nas  taxas de juros financei­ros através de renegociações com bancos. Também nas em­presas avaliadas pelo Fundo – empresas com faturamento en­tre R$ 2 milhões-ano até R$ 15milhões-ano – vimos a grande preocupação no controle de custos e avaliação de mercado.

 

Por outro lado, o 2º semestre vem acompanhado de muita es­perança e expectativa de como se comportará o mercado até o final do ano.

 

Já no final do semestre, diversas empresas perceberam uma melhora de mercado e expectativa de fechamento de contratos congelados. Ainda não está claro se esta é uma tendência que irá permanecer, mas percebemos que as empresas devem se posicionar para fechar contratos mesmo que com margens um pouco menores que anteriormente planejado. O importante agora é capturar oportunidades, gerar resultados e desenvol­ver relacionamentos. Os ganhos virão no futuro.

 

 

 

 

 

Mauricio Lima

Sócio da Invest Tech

 

 
   
   

Índice Invest Tech - TI

 
 
 

Saiba Mais:

 

Fundos de  Investimentos

Mezanino e PIPE

 
 
 
 

Finalizando nossa serie de cartas sobre a indústria de Capital de Risco, abordaremos os dois últimos estágios da industria: Meza­nino e PIPE, fundos focados em empresas já consolidadas no mercado.

 
 
   
   
   
   
 

* CSC compra divisão brasileira da BearingPoint

 
 
 

* Mercado de tecnologia começará a se recuperar no 4º trimestre

 
 

* Para avançar, Brasil precisa investir em inovação

 
     
   
   

Mobilidade                                     Fonte: IDG

 
   
     
   

600 %

 

 

É o crescimento esperado para o mercado de Smartphone até 2014 na América Latina.

 
   
   
 

Internet                                         Fonte: IDG

 
   
     
   

45 horas

 

É o tempo médio, que os brasileiros ficam conectados a internet em casa ou no

trabalho por mês.

 
   
 
   
   
   
     
   
   
   
 
    Para finalizar a série de cartas explicativas da Invest Tech sobre a indústria de Capital de Risco e seus principais tipos de fundos de investimento, abordaremos nesse os dois últimos estágios da indústria: fundos de Mezanino e de PIPE.
            Fundos de Mezanino
Trata-se de um fundo semelhante ao de private equity, mas que possui componentes de retorno fixo e variável, como a combinação de debêntures (retorno fixo) e elementos de capital (ações e participações conversíveis, retorno variável). 

Fundos de mezanino investem em empresas consolidadas, mas que ainda não conseguem acessar de forma eficiente o mercado de capitais. Outras alternativas de financiamento a essas companhias são o BNDES e os fundos de Private Equity. No entanto, em muitos dos casos as necessidades de financiamento das empresas não se adequam aos programas do BNDES, e o empresário não quer abrir mão de todo o potencial do negocio para um fundo de Private Equity. Neste contexto, se inserem os fundos de mezanino, que representam uma forma de financiamento alternativo para a estratégia de crescimento da companhia.

Além disso, os fundos de mezanino disponibilizam recursos para as empresas em condições que apenas grandes companhias com rating de crédito elevado e muitas vezes listadas em bolsa conseguiriam. 

Algumas dessas condições de financiamento podem ser visualizadas abaixo:
Prazo do financiamento: 6 a 8 anos
Taxa de juros: pré-fixada em termos reais
Carência de principal condizente com o projeto a ser financiado
Nível reduzido de covenants e de garantias

No Brasil, temos como o exemplo o investimento de R$ 58 milhões feito pelo Fundo Brasil Infraestrutura, da gestora Darby Stratus, na GEA (Grupo Eletrogóes), que atua na geração de energia limpa na região norte do país. O investimento do fundo foi feito por meio da compra de debêntures conversíveis em ações emitidas pela GEA.

Fundos de PIPE (Private Investment in Public Equity)
São fundos que adquirem o capital acionário de empresas listadas em bolsa e que possuem baixa liquidez, sendo o fundo fortemente atuante na gestão estratégica (monitoramento e governança corporativa). Normalmente esses investimentos são realizados de forma privada via negociação com os sócios da companhia ou via aumento de capital.

No Brasil, um dos casos mais recentes de investimentos via PIPE foi à compra de 20% da Estácio de Sá (companhia do setor de educação) por R$ 259 milhões pela GP investimentos. A GP adquiriu sua participação via negociação privada com a família controladora da empresa. O preço pago pela GP Investimentos embutiu um prêmio de 15% sobre o valor da cotação das ações negociadas na bolsa. No exterior, por outro lado, é comum esse tipo de negociação envolver um desconto por conta da injeção imediata de capital na companhia. 

Nos EUA, um exemplo recente de investimento por meio de PIPE foi a compra de uma fatia do banco de investimentos Goldman Sachs pela Berkshire Hathaway, empresa de investimentos do lendário Warren Buffet.   

Dados do Brasil 
De acordo com pesquisa realizada recentemente pela Fundação Getulio Vargas:
Existem no Brasil 3 fundos de Mezanino e 10 fundos que realizam operação de PIPE. 
Do investimento total realizado pela indústria de PE/VC entre os anos de 2005 e 2008 no Brasil, 3% foi destinado à modalidade mezanino e 13% para a modalidade PIPE.
O ticket médio é de U$11 milhões para os investimentos em mezanino e de U$8 milhões para os investimentos em PIPE. 

Dados EUA
O investimento por meio de fundos de PIPE surgiu na década de 90 em um modelo onde a entrada do fundo de PIPE acontece por meio de emissões de ações ou por meio de operações estruturadas em que o fundo adquire títulos de divida conversíveis em ações. Esse tipo vem crescendo fortemente ao longo dos anos, e em 2007 foram realizadas 996 operações de PIPE nos EUA, com um valor total de U$ 38 bilhões. Já em 2008 esse valor chegou a U$ 88 bilhões com 980 operações. 



Gustavo Barros
Analista Invest Tech  
 
 
 
 
   
 
   
   

CSC compra divisão brasileira da BearingPoint

 
 
 

A norte-americana CSC fechou acordo de aquisição da divisão brasileira da BearingPoint. Detalhes da negociação não foram revelados, mas a expectativa é que a transação seja concluída até 31 de julho de 2009.

 

O movimento mira ampliação da presença da companhia no País, expandindo sua base de clientes e adicionando expertises verticais trazidas da consultoria nos setores de química, energia e consumo.

 

Em fevereiro a BearingPoint entrou com pedido de concordata nos Estados Unidos. Em entrevista concedida na épo­ca, Adriano Giudice, presidente da consultoria no Brasil, afirmou que o movimento praticamente não afetaria a ope­ração local, onde mantém escritório em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

 

O pedido de concordata marcou o início de iniciativas de vendas das operações da empresa ao redor do mundo. Em junho, a PricewaterhouseCoopers (PwC) desembolsou US$ 44 milhões na compra de grande parte da divisão de ser­viços comerciais para América do Norte da BearingPoint. O acordo previa ainda a incorporação do centro de entrega global, situado em Xangai, China.

 

Antes disso, executivos da subsidiária brasileira da empresa informaram que pretendiam compra a operação latino-americana, convertendo-a em uma companhia de capital fechado.

 

A venda está sujeita ao cumprimento de condições de fechamento, assim como a aprovação da comissão que su­pervisiona a reorganização corporativa da BearingPoint. Além do Brasil, a presença latino-americana da CSC inclui operações existentes na Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Peru e México.

 
 

Mercado de tecnologia começará a se recuperar no 4º trimestre

 
 

Nos Estados Unidos, a retomada de investimentos em produtos e serviços de Tecnologia da Informação deve ocor­rer a partir do quarto trimestre de 2009, enquanto em outros mercados o desempenho deve melhorar no primeiro trimestre de 2010, informou a consultoria Forrester Research.

As compras relacionadas a TI, por empresas e governos, devem cair 10,6% este ano, diz a Forrester. A previsão anterior, realizada no início de 2009, apontava queda de 3%. Nos Estados Unidos, a queda deverá ser de 5,1%, contra os 3,1% apontados anteriormente, de acordo com a mais recente atualização trimestral da consultoria. No­vos dados a respeito da desaceleração de investimentos ao longo
do primeiro trimestre fizeram a Forrester reavaliar os números.

 

Apesar de indicar uma queda maior do que a esperada, a Forrester mantém a expectativa de que 2010 será um ano de recuperação nas vendas do mercado de tecnologia da informação em todo o mundo.

 

As compras de hardware devem cair 13,5%, enquanto a aquisição de equipamentos de comunicações deve desace­lerar 12,4%. A tendência é que os gastos com software recuem 8,2% e que investimentos em outsourcing e consul­toria caiam 8,6%, segundo a Forrester.

 
 

Para avançar, Brasil precisa investir em inovação

 
 

A indústria está empenhada no projeto de elevar de 0,51% (R$ 11,5 bilhões, em 2005) para 0,65% (R$ 18,2 bi­lhões, em 2010) do Produto Interno Bruto (PIB) o investimento privado em pesquisa e desenvolvimento (P&D), con­forme previsto no Programa de Desenvolvimento Produtivo do Governo Federal. Para isso, o setor entende que a inovação precisa ser tema prioritário e estratégico na alta administração das empresas.


Com esse propósito, a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), quer sensibilizar e difundir conhecimento para mudar a cultura empresarial em torno dessa agenda, informou o diretor de Operações da instituição, Rafael Lucchesi.


Na última Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (Pintec) do IBGE, 30 mil empresas declararam inovar, sendo que dois terços investiram cerca de R$ 34 bilhões por ano. Apenas para pesquisa e desenvolvimento (P&D) 5 mil daquelas organizações informaram terem destinado R$ 8 bilhões.


Em relação à agenda pública, ele observou que, "apesar dos avanços, é preciso melhorar". Um dos objetivos da MEI é aumentar a coordenação público-privada para disseminar a inovação no Brasil, "colocando o país em convergência com ações semelhantes em nações de economia industrial avançada." A CNI, lembrou o diretor, tem uma agenda - o Mapa Estratégico da Indústria - que aponta os eixos de desenvolvimento sustentável, do qual a inovação é peça chave.


A ação da MEI envolve grandes líderes empresariais, executivos de associações setoriais industriais, federações de indústria, Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e representantes de instituições públicas e privadas que tratam da agenda de inovação. O resultado desse trabalho será consolidado num manifesto empre­sarial a ser divulgado em 19 de agosto, em São Paulo, durante o 3º Congresso Brasileiro de Inovação.

 
 
   

em 17/07/2009

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