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Ano 4 - Nº 40 - Tecnologia da Informação e o Agronegócio

 

                                           
   
   

 
 
 
   
 

 
   

 
   
 

 
   
 

Tecnologia da Informação e o Agronegócio

 

Recentemente a  Invest Tech foi convidada a apresentar sua estratégia de investimento para os principais profissionais de tecnologia da informação do setor de Agrobusiness do Brasil.

 

O Brasil é um país essencialmente focado no agronegócio, on­de o PIB do setor representa um terço do PIB total da econo­mia e também é a sétima posição dentre os maiores exporta­dores de produtos agropecuários do mundo.

 

De acordo com o estudo do mercado brasileiro de software pa­ra o agronegócio, da Embrapa, no Brasil existem 114 empre­sas (na suas maiorias pequenas e medias empresas sem re­cursos para o investimento necessário) que trabalham na pro­dução de programas voltados para o setor agropecuário. Des­tas, 60% estão concentradas nos estados do Sudeste, princi­palmente em São Paulo.

 

Pensamos que este mercado tem que ser encarado de uma forma diferenciada por fornecedores e investidores em tecno­logia. Estes ainda não perceberam  as oportunidades que este mercado pode criar no desenvolvimento dos seus negócios e do país.

 

Processos como a cadeia de valor Agrícola desde seu planeja­mento, orçamento, investimento, até o plantio, colheita e lo­gística formam um campo fértil para que as empresas inova­doras possam em conjunto com o setor desenvolver parcerias de longo prazo e com benefícios extraordinários para ambos os lados.

 

Nosso fundo de investimento Capital Tech está bastante com­prometido com o sucesso deste setor e conta também com o comprometimento de nossas investidas para o desenvolvimen­to de soluções de tecnologias inovadoras.

 

 

 

Miguel Perrotti

Sócio da Invest Tech

 

 
   
   

Índice Invest Tech - TI

 
 
 

Saiba Mais:

 

Lucro Econômico, Custo de Oportunidade e EVA

 
 
 
 

Introdução a metodologias de avaliação de empresas que tradicionalmente não são usadas pelos analistas, como: lucro econô­mico, custo de oportunidade e EVA.

 
 
 

 
   
 

 
   
 

* Vendas Mundiais de Chip volta a crescer em Junho

 
 
 

* Gastos Globais com software crescerão 1,5% em 2010, diz Gartner

 
 

* Microsoft pagará US$ 150 milhões em três anos ao Yahoo

 
   

   
   

Internet                                     Fonte: McAfee

 
   
 

 
 

92%

 

 

Dos e-mails enviados mundialmente são mensagens indesejadas

 

   
 

Internet                                         Fonte: IDG

 
   
 

 
 

66 milhões

 

De PCs foram vendidos no mundo no 2º tri­mestre, queda de 3,1% em relação ao 1º trimeste de 2009

 

 
   
 

 
   
   

 
   
 

 
   
   

 

Diferentemente dos métodos tradicionais de avaliação financeira, os métodos de lucro econômico e EVA avaliam se o capital investido em certa empresa ou empreendimento está sendo bem empregado, ou seja, se a taxa de retorno remunera de forma adequada os provedores de capital.

 

Estes métodos calculam o desempenho econômico-financeiro de uma firma considerando todos os recursos financeiros e não-financeiros aplicados no negócio e leva em consideração o custo de oportunidade do dinheiro no tempo.

 

Altos índices de lucro econômico ou EVA geralmente são indicativos de empresas que operam com algum tipo de diferencial estratégico ou competitivo.  De forma geral, firmas com retorno acima de seus custos de capital operam desta forma até certo período, quando os diferenciais estratégicos e competitivos diluem-se com a entrada de novos concorrentes e tecnologias. No longo prazo, o retorno de uma empresa deve estar alinhado ao seu custo de capital.

 

Baixos índices de lucro econômico ou EVA podem ser indicativos de empresas que não alocaram de forma eficiente seus recursos ou que não estão sendo remunerados de forma justa pela disponibilização de capital. Em linhas gerais, a manutenção de índices de EVA ou lucro econômico abaixo de zero, podem indicar que o capital empregado na empresa ou empreendimento poderia ser melhor utilizado em outras alternativas.

 

Alguns conceitos:

 

Custo de Oportunidade: é o máximo retorno que a alguém poderia ter ganhado se tivesse investido em outra atividade. Representa o valor associado a melhor alternativa não escolhida.

 

Custos Explícitos: custos observáveis, refletidos nas demonstrações financeiras

 

Custos Implícitos: não são facilmente observáveis e recaem geralmente em duas categorias: (i) O custo de oportunidade de uso do capital próprio da firma e (ii) o custo de oportunidade do tempo e recursos financeiros dos sócios da empresa.

 

Exemplos:

· Custo Implícito de Capital: representa o que firma teria ganhado se tivesse emprestado o dinheiro ao mercado. Pode ser calculado considerando (i) a depreciação econômica, que é o decréscimo do valor dos ativos da firma no tempo; e (ii) juros que deixaram de ser ganhos por este capital.

 

· Diferencial de ganhos dos sócios em outros negócios: custo de oportunidade da expertise dos sócios. Representa o que os sócios ganhariam se tivessem usando suas habilidades em outras organizações, ou sendo empregados por outras empresas do mercado.

 

Metodologias de Cálculo

 

Lucro Econômico:

Considera custos explícitos e implícitos, ou seja, o custo de oportunidade da empresa. Quando o lucro econômico é zero, a receita é igual a todos os custos de oportunidade da empresa

Exemplo:

 

Conta                                    DRE          Explicação

Receita                               1.000 

Custos dos Produtos           (200) 

Despesas                         (300) 

Lucro Líquido                       500  

                     

Custos Implícitos*            

Depreciação Econômica       (50)              Decréscimo do valor dos ativos no tempo

Juros do Capital Próprio      (100)            Juros que deixaram de ser ganhos

Diferencial dos sócios          (20)             Diferencial do que os sócios ganhariam em outras atividades

Lucro Econômico                 330   

 

*Os custos implícitos não se limitam a estes componentes. Os números do quadro acima têm somente o objetivo de exemplificar a explicação de lucro econômico

 

EVA (Economic Value Added):

Similar ao lucro econômico, O EVA®  pode ser explicado como um sistema de gestão financeira que mede o retorno de capitais próprios e de terceiros. Ele mede a diferença entre o retorno sobre o capital de uma empresa e o custo deste capital.

O indicador de valor econômico agregado permite a executivos, acionistas e investidores avaliarem com clareza se o capital empregado num determinado negócio está sendo bem aplicado.

 

Tecnicamente ele pode ser definido como:

Lucro Operacional ajustados por impostos – (capital * custo de capital), ou

 Net Operating Profit after Taxes (NOPAT) - (Capital * Cost of Capital)

Se o número for positivo, a empresa ou empreendimento gera valor adicional ao seu custo de capital.

Guilherme Monteiro

Analista Invest Tech

 
 
 

Vendas Mundiais de Chip voltam a crescer em Junho

 
 

As vendas mundiais de chips totalizaram US$ 17,1 bilhões em junho, o que representa um crescimento de cerca de 5% na comparação com maio, quando a indústria registrou receita de US$ 16,6 bilhões, de acordo com a Associa­ção da Indústria de Semicondutores (SIA, na sigla em inglês). Junho foi o quarto mês consecutivo de aumento nas vendas de chips. Mesmo assim, a cifra contabilizada pela indústria do setor no mês e os US$ 44,2 bilhões no trimes­tre ainda ficaram 20% abaixo do registrado nos mesmos períodos do ano passado. O resultado no trimestre, que representou um aumento de 17% na comparação anual. mostra que a indústria ainda está longe de ao voltar ao nível de anos anteriores.


O presidente da SAI, George Scalise, disse em entrevista ao jornal britânico Financial Times que os ganhos apresen­tados mês a mês são "um indicador de que a indústria está a retomando o crescimento aos padrões sazonais nor­mais". Ele observou que "a gestão focada na cadeia de abastecimento, tanto por parte dos fabricantes de chips quanto dos clientes, contribuíram para baixar os estoques" e reduzir o impacto da recessão na indústria, que ainda é grave, mas menor do que quando as vendas começaram a desmoronar no fim de 2008.


Mas Sacalise acredita que o crescimento das vendas trimestre a trimestre "representa uma recuperação gradual da procura" e não apenas devido ao melhor gerenciamento do estoques. Além disso, ele destacou que as previsões recentes já não são tão pessimistas como eram há meses para as vendas de computadores pessoais e celulares, consumidores intensivos de semicondutores. Segundo Scalise, os PCs e celulares representam quase 60% do con­sumo mundial de chip.

 
 

Gastos globais com software crescerão 1,5% em 2010, diz Gartner

 
   

Apesar de a maioria das empresas ter reduzido os orçamentos de TI neste ano por causa da crise financeira, os in­vestimentos em software devem crescer em 2010. De acordo com pesquisa do Gartner, realizada entre abril e maio deste ano, as empresas pretendem aumentar em 1,53% seus gastos com software no ano que vem.

As regiões onde as despesas com software terão maior aumento são a Ásia, com uma previsão de crescimento de 4,34% para 2010, seguida pela América Latina, com uma projeção de acréscimo de 2,54%.

Na América do Norte, entretanto, os gastos das empresas com software devem recuar 2% no ano que vem. A ten­dência negativa também é verificada, embora em menor escala, na região que engloba a Europa, Oriente Médio e África (chamada de EMEA), onde os investimentos em software diminuirão 0,45% em 2010.

Segundo a consultoria, o resultado da pesquisa é reflexo de uma relativa maturidade do mercado, já que os gastos no segmento de software parecem se manter estáveis.

Em relação aos investimentos globais em TI, a pesquisa, que entrevistou aproximadamente mil executivos de TI, apontou que 30% das empresas da Ásia, 28% na América do Norte e 25% na região da EMEA esperam elevar as despesas com tecnologia em 2010.

 
 
 

Microsoft pagará US$ 150 milhões em três anos ao Yahoo

 
 

A Microsoft concordou em contratar pelo menos 400 empregados do Yahoo como parte do acordo firmado entre elas na área de buscas pela internet e publicidade on-line, segundo documento publicado pelo Yahoo na Securities and Exchange Commission, órgão regulador do mercado norte-americano de capitais, similar à Comissão de Valores Mo­biliários (CVM) do Brasil.

Segundo informações do The Wall Street Journal, a Microsoft pagará ao Yahoo cerca de US$ 150 milhões no prazo de três anos, como forma de cobrir os gastos com o desfalque de cerca de 3% no quadro de empregados do Yahoo. A Microsof ainda contará com 150 funcionários do do Yahoo "ajudar na transição dos serviços”.

O documento ainda precisa passar pela aprovação dos órgãos reguladores antitruste dos Estados Unidos, que têm até julho de 2010 para decidirem sobre o acordo. Caso até essa data nenhum parecer tenha sido emitido, o Yahoo pode solicitar um prazo de mais seis meses para que os reguladores decidam.

Outro ponto importante do acordo assinado na semana passada, que terá duração de dez anos, é que a remunera­ção do Yahoo pode aumentar após a primeira metade do contrato. O acordo também que a Microsoft usará sua tec­nologia de buscas para aprimorar os sites do Yahoo.

Nos primeiros cinco anos, a Microsoft repassará ao Yahoo 88% da receita com publicidade. Depois desse período, a gigante do software poderá escolher se o Yahoo continuará usando, com exclusividade, seus sistemas de busca ou não. Em caso positivo, a participação do Yahoo na receita total de anúncios on-line tende a saltar para 93%, já em caso negativo, cairá para 83%.

 
   

 
   

 

em 18/08/2009

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